Desdizer, desfraldar, defraudar, des e des, são tantos que tem dias que o nosso corpo é uma mola mas com a imensidão deles, que parece que acompanham as modernas tempestades, conseguem penetrar a pele em outros tantos dias.
As despalavras (são assim chamadas agora por ela) ou as desinterpretações, talvez, caem sem fundo que ampare e deixam rasto. Ainda nem toda a gente consegue criar a barreira que as afasta, as despalavras, a menina não conseguiu ainda.
Será que senhoras todas a têm? Dentro da mala, na bolsa do batom ou junto aos ben-u-rons?
Talvez uma aula de palavras bonitas ajudasse aos que não pegam nelas e nem as espalham sem pensar e ver a direção. Também a desinterpretação das palavras merecia uma aula, as duas cabiam bem nas aulas da maturidade senhoril, nas aulas de "Educação para a sabedoria".
Sugeria de bom grado este tema ao senhor ministro, que de senhor tem tão pouco.

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