Eram bolas soltas, coloridas, que se moldavam com cada passagem, com cada calcamento, cada pisada, sem os ser.
As bolas já não eram bolas e já não estavam separadas como qualquer coisa que se baralhava e confundia consigo própria. As bolas já eram bocados de cor definidos, com um espaço seu, arrumadas sem grande organização perfeita.
Cada bola era uma coisa que queria ser, com o calor humano, com as experiência das mãos elas ganhavam a forma que mais queriam nos momentos que mais queriam.
Com cada uma se não via outra, elas eram fortes, com personalidades únicas, eram interessantes, cativantes, eram aquilo que queriam ser.
Saíram da caixa, conseguiram saltar dali, mas...
Nem sempre é tão bom assim sair da caixa, ou antes, nem sempre é bom não poder escolher a caixa e escolher poder voltar. O bom só se pode ver quando não se vê só o mau e quando se sabe não ver o mau. Nessa altura, pode-se colocar cada cor em cada espaço, pode-se baralhar, envolver mas cada bola solta nunca perde a essência.
Chama-se vida!
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