quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

       Eram bolas soltas, coloridas, que se moldavam com cada passagem, com cada calcamento, cada pisada, sem os ser. 
       As bolas já não eram bolas e já não estavam separadas como qualquer coisa que se baralhava e confundia consigo própria. As bolas já eram bocados de cor definidos, com um espaço seu, arrumadas sem grande organização perfeita.
      Cada bola era uma coisa que queria ser, com o calor humano, com as experiência das mãos elas ganhavam a forma que mais queriam nos momentos que mais queriam.
    Com cada uma se não via outra, elas eram fortes, com personalidades únicas, eram interessantes, cativantes, eram aquilo que queriam ser.
      Saíram da caixa, conseguiram saltar dali, mas...
         Nem sempre é tão bom assim sair da caixa, ou antes, nem sempre é bom não poder escolher a caixa e escolher poder voltar. O bom só se pode ver quando não se vê só o mau e quando se sabe não ver o mau. Nessa altura, pode-se colocar cada cor em cada espaço, pode-se baralhar, envolver mas cada bola solta nunca perde a essência.
          Chama-se vida!


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

IN-DES-A- palavras

    Desdizer, desfraldar, defraudar, des e des, são tantos que tem dias que o nosso corpo é uma mola mas com a imensidão deles, que parece que acompanham as modernas tempestades, conseguem penetrar a pele em outros tantos dias.
   As despalavras (são assim chamadas agora por ela) ou as desinterpretações, talvez, caem sem fundo que ampare e deixam rasto. Ainda nem toda a gente consegue criar a barreira que as afasta, as despalavras, a menina não conseguiu ainda. 
   Será que senhoras todas a têm? Dentro da mala, na bolsa do batom ou junto aos ben-u-rons?
   Talvez uma aula de palavras bonitas ajudasse aos que não pegam nelas e nem as espalham sem pensar e ver a direção. Também a desinterpretação das palavras merecia uma aula, as duas cabiam bem nas aulas da maturidade senhoril, nas aulas de "Educação para a sabedoria".
   Sugeria de bom grado este tema ao senhor ministro, que de senhor tem tão pouco.


Cuidado, palavras fazem doer!