...não sabia que a sensibilidade era feitiço, que a sinceridade vinha DEScamuflada, que a especialIDADE vinha só.
Silêncios, ausências do tudo, talvez apenas princípios comuns, opiniões, visões.
Talvez os sonhos ecoem vozes, a realidade fique fosca, talvez...
Jeito de ser gentil, determinado, descoberto de adulTEZ, simpatia e charme. Palavras acertadas, conversas para além do trocar letras.
Eternidade de sonhos a nadar, temos.
Desprovida de ridículos, encheu.se daquilo em que pensava.
Não sabia que tinhas tantas cores.
sábado, 6 de agosto de 2016
sábado, 19 de março de 2016
Sopas
Quando a capa é impermeável mas o interior se enche de tudo, quando te inundam das coisas menos boas. Quando tens a certeza de que contando contigo chegas a todo o lado, és tudo e porque só confiando em ti e nas tuas capacidades te enalteces.
Quando o ser humano te mostra que existem sempre sopas julianas dentro de cada um, quando te permitem que tenhas acesso a todos os ingredientes e descobre que afinal não gostas assim tanto de sopa. Porque afinal aquele alho francês não deixava só o mau perfume no teu carro. Afinal, no final, aquele legume era responsável por todo o mau sabor.
Comeste três colheres, foi o que a professora te obrigou, mas depois, sorrateiramente deitaste-a fora.
segunda-feira, 14 de março de 2016
Pré 30
Ao encostar a cabeça, quando a pousas, crias, repensas, relês, revives. Os sonhos estão lá todos, a alma não desmaia. Acreditas tanto que voas com eles, imaginas, crias, vives, lês, pensas...imaginas-te, abraças-te, espreguiças-te, adormeces-te.
É o que chamam esperança, chamam acreditar. Acredita, imagina-te, faz o que estiver à distância do teu esticar de braço mas não tombes . Não arrisques cair se não houver amparo. Dedica-te, és livre, mas dedica-te a ti. Olha, mas olha primeiro para ti: primeiro estás tu, depois tu e só depois os outros. Não te importes com o egoísmo, temos acesso a tudo, temos acesso ao brilho e ao baço, ao amor e ao ódio, à aprovação e reprovação, ao altruísmo e a esse.
Desacredita para poderes acreditar. Deixa-te adivinhar, sem que deixes de comunicar.
É o que chamam esperança, chamam acreditar. Acredita, imagina-te, faz o que estiver à distância do teu esticar de braço mas não tombes . Não arrisques cair se não houver amparo. Dedica-te, és livre, mas dedica-te a ti. Olha, mas olha primeiro para ti: primeiro estás tu, depois tu e só depois os outros. Não te importes com o egoísmo, temos acesso a tudo, temos acesso ao brilho e ao baço, ao amor e ao ódio, à aprovação e reprovação, ao altruísmo e a esse.
Desacredita para poderes acreditar. Deixa-te adivinhar, sem que deixes de comunicar.
Vive, não te ancores...
...nem largues a corda.
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Permite-te
Permite o olhar, o vagar, permite-te sentir e viajar. Permite-te procurar, permite-te encontrar, permite os olhares, permite os elogios e as boas palavras, permite as frases doces, permite a sabedoria da experiência e a alegria da idade.
Permite-te crescer, bagunçar, mudar, permite-te o silêncio.
A menina já não mora aí, deixaste-a adormecer. Acorda-a para rir, para chorar, acorda-a apenas quando tu estiveres acordada.
Não peças permissão aos outros...
Permite-te sentir, permite-te.
Permite-te crescer, bagunçar, mudar, permite-te o silêncio.
A menina já não mora aí, deixaste-a adormecer. Acorda-a para rir, para chorar, acorda-a apenas quando tu estiveres acordada.
Não peças permissão aos outros...
Permite-te sentir, permite-te.
terça-feira, 21 de julho de 2015
ALdeia
Ainda me crias dúvidas e suscitas lembranças eternas. Chego a ti e respiro sempre fundo, tão fundo que a ventoinha do meu cérebro imediatamente o refresca e faz chegar memórias. Tenho em ti todas as memórias da minha infância, foste rainha de mim e daquelas miúdas pequenotas e cheias de sonhos que me acompanharam.
Hoje, sem engano, hoje passei no teu largo e só se ouvia vento, calmo, folhas que deambulavam rente ao chão como penas, não há rasto de outros tempos. O "ZéJaquim" está fechado e já sem gelados frescos para estas noites, a "Tininha" tem a porta pronta para abrir só amanhã, os "Velhotes"dos bancos já faleceram e a "Senhora dos tanques" nem se ouvia.
Fizeste-me lembrar dos cigarros às escondidas, atrás, ou à frente da igreja, porque o nosso atrás, era a frente dela, virada mesmo para a estrada que me faz chegar a ti, agora só às sextas, ou nas férias, ou até quando o rei faz e não faz anos.
Fizeste-me lembrar as miúdas, as risadas, as piadas, as alegrias e os sonhos, os delas e os meus, fizeste-me lembrar que a distância dói quando a saudade aperta, fizeste-me lembrar que amanhã, mesmo que deseje muito vais estar de novo despida de gente, à noite, com tanta pena que tenho.
Fizeste-me lembrar de ti mais velhota, de um "Coreto" eterno para onde trepava com a força que me deste. Fizeste-me lembrar que te apresento sempre com um sorriso, com o coração meio cheio e meio vazio, cheio de coisas passadas e tão vazio das presentes. Sobrevives dentro de mim pelo que já foste, quando as miúdas cá andavam aos molhos.
Quero dizer-te que o teu rio ainda me encanta, que sem olhos ou até sem água ainda me faz companhia, que me deste alento para decisões e novas partidas, que me abraçaste na chegada e que ainda me iluminas os pensamentos.
És a filha da minha cidade ou a mãe, enquanto sou só filha podes ser tu a mãe, depois trocamos de papel. Pode ser?
GOsTA-te sempre muito!
segunda-feira, 18 de maio de 2015
Cuidar
Só tudo regado cresce e se torna forte. Só o carinho e o afeto alimentam as plantas cultivadas.
Não dês à nova planta uma água de outra, suja e contaminada de viroses que a vão fazer ficar fraca, não lhe dês alimentos envenenados. Cuida dela com paixão, se vires que lhe deram algumas dessas coisas rega-a com coisas boas. Dá-lhe mimos e atenção e se ainda assim ela parecer não dar flor...continua. Não desistas nunca dessa plantinha.
Com uma água limpa e tempo ela filtra o que não era bom e renasce.
Se desistes ela morre, as raízes apodrecem e ela nunca mais se torna forte.
Deixa-a filtrar o que não presta e vais ver que um dia colhes dela as flores mais bonitas e os frutos mais saborosos que já experimentaste.
Não dês à nova planta uma água de outra, suja e contaminada de viroses que a vão fazer ficar fraca, não lhe dês alimentos envenenados. Cuida dela com paixão, se vires que lhe deram algumas dessas coisas rega-a com coisas boas. Dá-lhe mimos e atenção e se ainda assim ela parecer não dar flor...continua. Não desistas nunca dessa plantinha.
Com uma água limpa e tempo ela filtra o que não era bom e renasce.
Se desistes ela morre, as raízes apodrecem e ela nunca mais se torna forte.
Deixa-a filtrar o que não presta e vais ver que um dia colhes dela as flores mais bonitas e os frutos mais saborosos que já experimentaste.
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Since
Tu não pedes nem programas, tu não dizes sem sentir e não sentes sem dizer. Tu tens um jeito de ser diferente do diferente, tu chegas-me de jeitos que ninguém parece conseguir, a voz ecoa serena, embala-me com ternura e me aquece com paixão.
Deixas-te, deixas-me e deixas-nos surpreender pela felicidade de sorrir sem querer até e sem nos darmos conta.
Completas-me simplesmente, o simples é tão fàcil de interpretar e compreender, diria que os meus mais pequenos aprendizes saberiam decifrar e terminar as palavras complicadas dos adultos.
Deixas-te, deixas-me e deixas-nos surpreender pela felicidade de sorrir sem querer até e sem nos darmos conta.
Completas-me simplesmente, o simples é tão fàcil de interpretar e compreender, diria que os meus mais pequenos aprendizes saberiam decifrar e terminar as palavras complicadas dos adultos.
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