terça-feira, 26 de março de 2013

(DESEN)Rumores

   Notícias escritas, lidas, ouvidas. DIARIAMENTE. Novidades péssimas. CONSTANTEMENTE. E não é que são mesmo verdade, que digam os que estão mais de DUAS HORAS, quinzenalmente, para mostrar um papel e dizer um bom dia, não ouvido, para depois sairem dali a dois minutos. Duas horas para dois minutos de perfeito silêncio.
  Crise, em todos os aspetos, até nos humanos, as condições a que submetem pessoas, a forma mal organizada com que os olhos do povo os veem é escandalosa. Em pouco mais de poucos metros quadrados estão três mulheres, todos os dias, a atendê-los até esgotarem as senhas, a seguir o papel plastificado é colado (Por motivos....esgotaram por hoje...se houver algo em contrário...voltarão), queixas, desesperos, prioridades, lamentações, dúvidas de um país virado do avesso. E se ao menos as coisas se limitassem a ficar dentro do ecrã, ou se carregássemos no ON pela segunda vez e se fizesse silêncio. Ecoa na cabeça de uns e na carteira de tantos.
   O cheiro a respiração e mais palavras que rimam paira no ar, um desses que não circula...
 
Renovem este ar português.

segunda-feira, 4 de março de 2013

     Eu começo a entender o que quero, quero o que for para ser meu, o que estiver guardado só para mim, quando for para ser, com verdade, com honestidade, com entrega, com dedicação, com amizade e cumplicidade. Tudo a que tenho direito, tudo o que mereço e sei dar em troca.
    Até lá, vou cada vez mais certificar-me de que só assim fará sentido, o meu sentido!
    Depois de reflexões, dias de entrar para dentro dela e dele, de conversar com aqueles que veem de forma aberta, clara, depois de ter dado tempo ao tempo, de me ter enchido de mim, como diz aquela minha amiga, concluí, aliás vou concluindo (porque o gerúndio nos ajuda muito) que é para ser quando FOR.
    Conhecer, explorar, diambular, criar, amargurar, orgulhar, olhar, VER e SENTIR.

 

domingo, 12 de agosto de 2012

Viagens

  Foi e de novo descobriu o quanto a aventura e a adrenalina fazem parte de si, fazem parte das viagens, do mundo e da liberdade.
  Uma sensação única, andar pelos caminhos meio incertos sem conhecer os destinos. Que bom que é, que maravilhosa foi aquela viagem.
  A loucura começou ainda em terras portuguesas, com um momento que não se pensava sentir, a perda de um avião.
  Resolvido o assunto debaixo de burocracias e tempos que não se entendem nem justificam elas partiram para outro destino: Casablanca. Ficou a terceira, com muita pena e tristeza, mas ela vai estar, já hoje!
   Aeroporto vazio, língua não decifrável, pessoas escondidas nas suas roupas e a moeda já não era  o euro. Caminhando de bagagens a estação apareceu, comboio para Casavoyager de meia hora, mais uma na mesma estação esperando novo para o destino: Marraqueche.
   Três horas num meio de transporte diferente do normal, o cheiro já pairava, a ansiedade e a sensação do incerto era apetitosa. Na mesma cabine, dentro da carruagem viajavam as portuguesas doidas, três muçulmanos adultos e duas crianças. Lá para meio da viagem as conversas foram surgindo, conversas em línguas que não se cruzam, aliadas a gestos e sorrisos sentidos.
   Por gestos a Sara, a outra, pediu-me um cigarro e quis que fumássemos as duas, a meio de duas carruagens, num lugar proibido em que o gesto também o era, "Ramadan", ela pedia para não dizer e com receio de tudo escondeu-se no WC. Ofereci uma chiclete para atenuar cheiros. Voltámos em silêncio.
  No destino, noite cerrada, missão cumprida, hotel à espera, cidade para explorar....aventura a começar...
  AMEI...
     

segunda-feira, 30 de julho de 2012

   Chegam as noites quentes de estar na rua até o João Pestana chegar, vêm as roupas leves e vão as pesadas ficar lá na gavetinha a aquecer para o inverno.
   Vêm os dias sem rumo, onde nos deixamos levar pelo vento e pelas marés, dedicamo-nos àqueles e àquelas que os dias cheios e o cansado foi deixando para mais tarde.
   Mas agora há a novidade, o quanto é bom mudar, o quanto é bom descobrir, mas desta feita é uma novidade meio turva e o ar condicionado não está a limpar bem o vidro.
   Afinal ainda não chegaram as MINHAS noites agradáveis de verão, a calmaria das férias e o desligar do preenchimento da cabeça, da alma e do corpo.
   Ele tem falado comigo, tem-me dito bem baixinho, às vezes alto também:
   - Sossega, calma, acredita, só assim eu também sossego, estou apertado, tu assim não esperas as noites calmas e elas também não querem aparecer!
   - Já te ouvi e estou a tentar...Acredita em mim que eu vou vencer.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

RE (solver), RE (volver), RE (ver), RE (nascer)

   Quando a maturidade surge, vêm as decisões de dificuldade, as responsabilidades dos atos e as CONSEQUÊNCIAS que podem doer. O medo dessa dor pode invadir a mente, percorrê-la e sair de mansinho, ninguém o ouve, ninguém o sente, mas ele saiu.
   A seguir vêm as ditas consequências que não passam disso.Não queremos magoar e...magoamos, não queremos pisar...pisamos...não queremos nada e queremos tudo.
   Serás a minha amiga futura, maturidade. Não me abandones, quero revolver, quero rever, resolver e renascer seja lá em que lugar for.

A ti, oninem

  

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A tentar não pensar

  A tentar não pensar nisto e naquilo. A tentar não pensar em ti e naquilo, naquilo que faz não parar de pensar e nisto que tanto me preocupa e ainda em ti que me baralhas.
  O OFF, que é do OFF? Onde anda o mini botão que nem eu dou com ele. Esconde-se para alguns, tapei-o e embrulhei-o e agora nem eu o encontro.
  Se parece que tudo se encaminha, aparece um novo obstáculo. Se parece que tudo se desencaminha aí juntam-se muitos e são neste momento muitos.
  Pára cabeça, cabeça cansada de pensar nos problemas que não existem e que temes em criar, naqueles que não têm solução e que procuras insestentemente.
  Abre-te janela para a cabeça apanharar! Abre-te porta para a cabeça ir arejar! Abre-te vida!


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Sorri

   Sorrri, dá de ti, ensina aos outros, mostra-te mais e faz com que aconteça, mão esperes pelo dia e hora, és tu que comandas TUDO.
   O tudo é realmente o TUDO, a cabeça, o bendito coração e as magníficas atitudes de ser humano, mutáveis e que movem montanhas.
   Sorrir é o que ela decide fazer quando os pensamentos e as atitudes esgotam. Já mudaram, regredira, desnudaram TUDO e passaram a nada.
   Ela foi sorrindo, ela decidiu sorrir para si, sorrir para dentro dos maiores órgãos que pediam alegria. Ela descobriu que ela mesmo pode dar-lhes tudo, com os outros a fazerem parte mas como ingrediente principal.
   Com o sorriso tudo foi mudando, o Sol apareceu, os dias tornaram-se claros e vieram novas atitudes para mudar o TUDO.
   Ela começou a fazer acontecer sem olhar para trás...vai ser isso, assim, desta maneira e forma, neste modelo e  molde.
   A vida vai encarregar-se do resto.

SER FELIZ

Bye