sábado, 19 de março de 2016

Sopas

   Quando a capa é impermeável mas o interior se enche de tudo, quando te inundam das coisas menos boas. Quando tens a certeza de que contando contigo chegas a todo o lado, és tudo e porque só confiando em ti e nas tuas capacidades te enalteces.
Quando o ser humano te mostra que existem sempre sopas julianas dentro de cada um, quando te permitem que tenhas acesso a todos os ingredientes e descobre que afinal não gostas assim tanto de sopa. Porque afinal aquele alho francês não deixava só o mau perfume no teu carro. Afinal, no final, aquele legume era responsável por todo o mau sabor. 
   Comeste três colheres, foi o que a professora te obrigou, mas depois, sorrateiramente deitaste-a fora.
   

As sopas más também ajudam a crescer

segunda-feira, 14 de março de 2016

Pré 30

     Ao encostar a cabeça, quando a pousas, crias, repensas, relês, revives. Os sonhos estão lá todos, a alma não desmaia. Acreditas tanto que voas com eles, imaginas, crias, vives, lês, pensas...imaginas-te, abraças-te, espreguiças-te, adormeces-te.
    É o que chamam esperança, chamam acreditar. Acredita, imagina-te, faz o que estiver à distância do teu esticar de braço mas não tombes . Não arrisques cair se não houver amparo. Dedica-te, és livre, mas dedica-te a ti. Olha, mas olha primeiro para ti: primeiro estás tu, depois tu e só depois os outros. Não te importes com o egoísmo, temos acesso a tudo, temos acesso ao brilho e ao baço, ao amor e ao ódio, à aprovação e reprovação, ao altruísmo e a esse. 
   Desacredita para poderes acreditar. Deixa-te adivinhar, sem que deixes de comunicar.

Vive, não te ancores...
...nem largues a corda.