segunda-feira, 30 de julho de 2012

   Chegam as noites quentes de estar na rua até o João Pestana chegar, vêm as roupas leves e vão as pesadas ficar lá na gavetinha a aquecer para o inverno.
   Vêm os dias sem rumo, onde nos deixamos levar pelo vento e pelas marés, dedicamo-nos àqueles e àquelas que os dias cheios e o cansado foi deixando para mais tarde.
   Mas agora há a novidade, o quanto é bom mudar, o quanto é bom descobrir, mas desta feita é uma novidade meio turva e o ar condicionado não está a limpar bem o vidro.
   Afinal ainda não chegaram as MINHAS noites agradáveis de verão, a calmaria das férias e o desligar do preenchimento da cabeça, da alma e do corpo.
   Ele tem falado comigo, tem-me dito bem baixinho, às vezes alto também:
   - Sossega, calma, acredita, só assim eu também sossego, estou apertado, tu assim não esperas as noites calmas e elas também não querem aparecer!
   - Já te ouvi e estou a tentar...Acredita em mim que eu vou vencer.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

RE (solver), RE (volver), RE (ver), RE (nascer)

   Quando a maturidade surge, vêm as decisões de dificuldade, as responsabilidades dos atos e as CONSEQUÊNCIAS que podem doer. O medo dessa dor pode invadir a mente, percorrê-la e sair de mansinho, ninguém o ouve, ninguém o sente, mas ele saiu.
   A seguir vêm as ditas consequências que não passam disso.Não queremos magoar e...magoamos, não queremos pisar...pisamos...não queremos nada e queremos tudo.
   Serás a minha amiga futura, maturidade. Não me abandones, quero revolver, quero rever, resolver e renascer seja lá em que lugar for.

A ti, oninem