Foi e de novo descobriu o quanto a aventura e a adrenalina fazem parte de si, fazem parte das viagens, do mundo e da liberdade.
Uma sensação única, andar pelos caminhos meio incertos sem conhecer os destinos. Que bom que é, que maravilhosa foi aquela viagem.
A loucura começou ainda em terras portuguesas, com um momento que não se pensava sentir, a perda de um avião.
Resolvido o assunto debaixo de burocracias e tempos que não se entendem nem justificam elas partiram para outro destino: Casablanca. Ficou a terceira, com muita pena e tristeza, mas ela vai estar, já hoje!
Aeroporto vazio, língua não decifrável, pessoas escondidas nas suas roupas e a moeda já não era o euro. Caminhando de bagagens a estação apareceu, comboio para Casavoyager de meia hora, mais uma na mesma estação esperando novo para o destino: Marraqueche.
Três horas num meio de transporte diferente do normal, o cheiro já pairava, a ansiedade e a sensação do incerto era apetitosa. Na mesma cabine, dentro da carruagem viajavam as portuguesas doidas, três muçulmanos adultos e duas crianças. Lá para meio da viagem as conversas foram surgindo, conversas em línguas que não se cruzam, aliadas a gestos e sorrisos sentidos.
Por gestos a Sara, a outra, pediu-me um cigarro e quis que fumássemos as duas, a meio de duas carruagens, num lugar proibido em que o gesto também o era, "Ramadan", ela pedia para não dizer e com receio de tudo escondeu-se no WC. Ofereci uma chiclete para atenuar cheiros. Voltámos em silêncio.
No destino, noite cerrada, missão cumprida, hotel à espera, cidade para explorar....aventura a começar...
AMEI...



