Aquecem a alma, baralham-na, libertam sorrisos e gargalhadas, palavras com sons que ecoam dentro e fora de espaços. Espaços fechados e o espaço do ar. São livres como as cegonhas que se exibem lá nos altos dos postes alentejanos, esses que ontem vi com um cenário cor de rosa, um rosa indecifrável e alaranjado que aparece e adormece em minutos.
Gosto de as conhecer, de reconhecer, de aprender e ensinar através dos olhos, dos gestos, dos passos que damos juntos, gosto de as voltar a ver, de perceber quais as que quero ter sempre, as que não são para todos os dias, as que podem ausentar-se e as que jamais podem emigrar do pensamento. Está a fazer um ano que o tempo voa com uma leveza de pena num dia de vendaval eterno, que o vazio se aloja lá na sua gaveta, aquele cujo puxador está mal aparafusado e foram elas (as pessoas) que, por vezes, conseguiram ajeitar o abanar do puxador, fazer uma visita e misturar pós de alegria.
Conheci de todas, de maneiras diversas e situações inesperadas, é por isso que ser-se humano é viver, foi isso este ano, foi vida, foi viver para refletir, para aprender a esperar com mais calma, para procurar mais sem esperar olhando para longe.
ÀS pessoas dos pós um abraço corajoso