Notícias escritas, lidas, ouvidas. DIARIAMENTE. Novidades péssimas. CONSTANTEMENTE. E não é que são mesmo verdade, que digam os que estão mais de DUAS HORAS, quinzenalmente, para mostrar um papel e dizer um bom dia, não ouvido, para depois sairem dali a dois minutos. Duas horas para dois minutos de perfeito silêncio.
Crise, em todos os aspetos, até nos humanos, as condições a que submetem pessoas, a forma mal organizada com que os olhos do povo os veem é escandalosa. Em pouco mais de poucos metros quadrados estão três mulheres, todos os dias, a atendê-los até esgotarem as senhas, a seguir o papel plastificado é colado (Por motivos....esgotaram por hoje...se houver algo em contrário...voltarão), queixas, desesperos, prioridades, lamentações, dúvidas de um país virado do avesso. E se ao menos as coisas se limitassem a ficar dentro do ecrã, ou se carregássemos no ON pela segunda vez e se fizesse silêncio. Ecoa na cabeça de uns e na carteira de tantos.
O cheiro a respiração e mais palavras que rimam paira no ar, um desses que não circula...
Renovem este ar português.
